Bem vindo ao portifólio OnLine da artista, compositora e cantora Sara Bentes

Confira neste site várias composições e releituras da artista, com letra e mp3, além de fotos, vídeos, entrevistas e histórico completo de sua trajetória. Veja ainda sua atuação no teatro, literatura e artes visuais.




Poesias

As 5 mais

(de minha autoria)



Agenda

Confira aqui os próximos passos de Sara Bentes

Sara Bentes na Rádio Nacional

Com a música Choro Sara, a cantora e compositora Sara Bentes esteve entre os 15 finalistas da etapa Rio do Festival Arpub de música, promovido pela Rádio Nacional. Representando também a cidade de Volta Redonda, esteve ainda o grupo de choro Vera Cruz, com a música de nome Biricotico. O grupo venceu na categoria música instrumental e Sara ficou com uma menção honrosa. As 15 canções finalistas nesta etapa estão sendo veiculadas na programação da Rádio Nacional, no estado do Rio de Janeiro, desde Setembro, e as vencedoras desta etapa concorrerão numa etapa nacional com vencedores de outras regiões do país.

Parabéns a todos os participantes, e parabéns, Volta Redonda!

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Palestra de Sensibilização

Cada vez mais as empresas estão se preocupando em completar as cotas de funcionários com deficiência. E mais que isso, estão compreendendo que não é possível apenas contratar essas pessoas e esperar que elas se adaptem às atividades, ao ambiente, aos outros profissionais, mas que é necessário realizar um trabalho de sensibilização dentro da empresa para que todos aprendam como lidar com essas pessoas e com suas diferentes necessidades, bem como a providenciar toda adaptação na estrutura física e tecnológica dos ambientes de trabalho que se façam necessárias. E, para falar sobre essa efetiva inclusão e sensibilizar para o assunto, ninguém melhor que um palestrante com deficiência. Há alguns anos, Sara Bentes, acumulando experiências na área da inclusão social de pessoas com deficiência, vem ministrando palestras em escolas, congressos e outros eventos. Agora, pela Ong Vez da Voz, Sara é palestrante também em empresas. Usando a música para introduzir os temas e compartilhando com o público suas vivências, aprendizado e passagens divertidas, Sara comanda uma apresentação dinâmica e alto astral, falando sobre como cada empresa pode preparar seu ambiente e suas atitudes para receber e incluir os profissionais com deficiência, detalhando os recursos de acessbilidade necessários para cada tipo de limitação. O público ainda se diverte experimentando na prática maneiras mais adequadas de lidar com as pessoas com deficiência. Além de ilustrar o assunto com fotos e vídeos, Sara coroa suas palestras cantando. ´

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CAPITAL FASHION WEEK

Por Mariana Ribeiro

“Giramundo. Me leve prá outro lugar. Sua estrêla, a música me ensina o caminho... Se um dia eu quiser ver o que meus olhos não alcançarem. Eu tenho algo prá dizer, mas não falo a sua língua...”. Assim começou o desfile da grife Se essa Roupa Fosse Minha, com a participação da cantora Sara Bentes, de Volta Redonda (RJ), no primeiro dia de desfiles da Pocket Edition do Capital Fashion Week (CFW).

A cantora, que possui baixa visão, foi convidada pela Secretaria de Cultura do Governo do Distrito Federal para cantar e encantar o desfile outono-inverno da grife “Se Essa Roupa Fosse Minha”, dentro do projeto de inclusão social. A grife, existente há três anos, trouxe para a passarela 20 looks, 14 femininos e seis masculinos, no algodão e no tricoline diversificados nas cores cinza, preto, branco, vermelho-carmim e verde-água além dos listrados e xadrezes.

“É a segunda vez que desfilamos no CFW e estamos muito felizes. Nesta edição, exploramos o código Braille. As formas arredondadas dos pontinhos do código Braille se sobrepõem em grande parte das peças. Os bordados feitos por deficientes visuais também são destaques nos acessórios como bolsas, cachecóis, abotoaduras revestidas e ponchos. Buscamos retratar um universo de sensações, ressaltando os detalhes de cada roupa”, contam as estilistas Priscila Bosquê e Romilda Gomes.

Além das peças, a marca, trouxe novidades para a passarela: dois modelos com deficiência visual, Justino Bastos e João Júlio Antunes, e a música ao vivo, interpretada por Sara Bentes.

“Fico feliz de ver a integração de pessoas com e sem deficiência na passarela. Este é um campo que pode ser mais explorado e esta inclusão no mundo fashion só tende a crescer. Cantar num evento de moda como este foi um desafio. Pois, estava num ambiente e em uma situação muito diferente da que estou acostumada. Gostei muito. Estou realizada por esta oportunidade de integração e de diversidade na passarela”, comemora Bentes.

O Evento – Realizado desde 2005, no mês de setembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, o Capital Fashion Week (CFW) tem características basicamente econômicas. O evento tem influência no Centro-Oeste e no Nordeste do país atraindo vários produtores de moda e compradores dessas e outras regiões brasileiras.

De acordo com a empresária, organizadora e diretora geral do evento, Márcia Lima, a visibilidade das últimas três edições do CFW incentivou a realização de uma Pocket Edition, que aconteceu entre os dias 27, 28 e 29 de março, no Teatro Nacional Cláudio Santoro.

“Nesta edição reduzida do CFW trouxemos para as passarelas doze grifes que mostraram nos três dias do evento todo o potencial da moda de Brasília. Na primeira edição do evento conseguimos reunir 20 mil pessoas, nessa edição o número duplicou. Todo o ano levantamos a bandeira da responsabilidade social e cada desfile faz a diferença. Buscamos sempre valorizar os novos talentos e os mais variados trabalhos no mundo da moda”, comenta Lima.

Além dos desfiles, o CFW, em parceria com a Secretaria de Cultura do Governo do Distrito Federal, organizou várias atividades de inclusão social e de acessibilidade para deficientes visuais. Como a mostra de Artes Táteis composta por 30 esculturas criadas por deficientes visuais, que incentivaram o público a “ver” as peças através do toque, possibilitando que os visitantes ampliassem a percepção da obra de arte além da visão.

“Estou muito contente com a beleza desta inclusão, que só será completa quando conseguirmos reunir a todos. Atualmente, 14% da população brasileira precisa estar inclusa no mundo dito ‘normal’. E o CFW trouxe uma lição para todos nós. A lição de que ousar faz parte da vida e é aí que está a beleza”, diz o Secretário de Cultura do DF, Silvestre Gorgulho.

Ainda durante o evento, visando mostrar que a moda está intimamente ligada saúde, a Pocket Edition apresentou uma exposição retrospectiva da campanha: “Sem Tabaco, 100% Fashion”. No qual foram expostas diversas fotografias de pessoas influentes de todo o país, que vestiram a camiseta contra o tabagismo. Além disso, especialistas de moda abordaram em cinco palestras vários temas sobre o mercado fashion e a inclusão social.

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CD O SOM DO INVISÍVEL

Voz brasileña na Argentina

Nos dias 25 e 26 de Setembro de 2007 aconteceu o VII Festival de Músicos com Capacidades Especiales, promovido pelo Rotary Club La Cañada, da cidade de Córdoba, Argentina; e nos dois dias Sara levou o balanço brasileiro para os quase 2000 expectadores que lotaram o Teatro El Libertador, no centro da segunda maior cidade do país. O festival, que acontece há 7 anos consecutivos, promove a integração de músicos e bailarinos com diferentes tipos de deficiência e artistas sem deficiência. Na primeira noite Sara cantou com Raly Barrionuevo, um renomado cantor e compositor do folclore argentino; no segundo e último dia Sara apresentou-se como solista do Coro Dela Voz Del Interior, regido pelo maestro Gustavo Maldino, interpretando as canções “Estrela do Céu é Lua Nova”, De Heitor Villa-lobos, e “Berimbau”, de Vinícius de Moraes e Baden Powell.

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Música no Silêncio

A presença da música na vida dos seres humanos ajuda a construir a sensibilidade e sua importância é incontestável; ela tem acompanhado a história da humanidade ao longo dos tempos, exercendo as mais diferentes funções, está presente nos rituais, celebrações religiosas, comemorações festivas, manifestações culturais, nos sons da natureza. A música é universal e uma das mais fortes formas de comunicação, ela desperta os sentimentos mais profundos do ser humano. Socialmente, a música produz inclusão, diminui as diferenças e gera alegria; é feita para comunicar algo que vai muito além das palavras, e também transforma e educa. É tão simples falar de música para quem ouve. Entretanto, há um grupo de pessoas que, geralmente, vive um pouco distante dessa maravilhosa realidade: as pessoas surdas. Todos sabem que a música é excluída do mundo das pessoas com deficiência auditiva. Certamente o silêncio tem inúmeras vantagens, e isso não é questionado, mas alguém parou para pensar em como transmitir a emoção dos sons no silêncio?

A ong Vez da Voz, dentre inúmeros outros grandes projetos, desenvolveu o projeto Música no Silêncio, que, unindo músicos com deficiência visual a intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais), tenta aproximar a música da comunidade surda, transmitindo o conteúdo das canções por meio não só dos gestos, mas também de muita expressão corporal, facial, ritmo e ginga. Além de promover artistas e difundir a Libras, o projeto torna-se um ato de inclusão e respeito diversidade.

Rafaela Sessenta e Fabiano Campos são os intérpretes que, ao lado de Sara, traduzem para Libras as músicas Pra Quê e Choro Sara nos vídeos disponíveis tanto aqui, em sarabentes.com, quanto no site da Vez da Voz: www.vezdavoz.com.br Educadores, estudantes, pessoas interessadas em aprender Libras ou em promover a inclusão, divulguem o projeto e levem os vídeos para suas escolas, comunidades, palestras e outros eventos que discutam deficiências, diversidade, arte etc.

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Sara Bentes em Brasília

Convidada pela flautista Dolores Tomé, filha de João Tomé, Sara participou do fechamento do FIB, Festival Internacional de Brasília. O show de encerramento, que levou o nome de Arte para Todos, aconteceu no dia 15 de Julho, no Centro de Convenções de Brasília. Acompanhada por músicos como o violonista Rogério Caetano, o trombonista Zé da Velha e o trompetista Silvério, dentre outros grandes nomes, Sara interpretou clássicos do choro e samba, como A Rita, de Chico Buarque, Lamentos, de Pixinguinha e Vinícius de Moraes, e, como número final, ao lado de mais vários outros chorões, inclusive do Clube do Choro de Brasília, O Carinhoso.

O Show, que durou quase três horas, contou ainda com a apresentação da banda Sinfônica de Tatuí, a Orquestra de Cordas da Universidade de Música de Brasília, o grupo Surdodum, também da capital brasileira, a pianista Miriam Esteves, de Niterói, a banda Absurdos, de Uberlândia, dentre outras presenças marcantes neste que foi um rico encontro de talentos em celebração vida, diversidade, s possibilidades humanas, arte.

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"Apenas uma maneira diferente de ver o mundo!"

Que a música produz transformações, todos sabemos. Mas tendo tão perto de nós um exemplo desse poder, fica difícil não se render aos clichês. Quando compôs "Pra Quê", Sara Bentes não imaginava que ela pudesse romper a barreira da arte e se incorporar ao dia-a-dia das pessoas. "Eu queria compor uma música que falasse de deficiência visual, mas de uma forma que fosse clara, direta e, ao mesmo tempo, com poesia, beleza, romantismo e, quem sabe, até um toque de sedução. Além disso, queria que ficasse sugerido nas entrelinhas que uma pessoa não ter a visão não significa que ela não tem nada, ou seja, queria que quem ouvisse a letra saísse com uma sensação positiva em relação ao tema", explica a compositora.

E Sara conseguiu bem mais do que isso. Graças ao poder de difusão da Internet a canção obteve notoriedade em diversas localidades do interior do Brasil, encantando a todos. Em Uruguaiana, na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina, "Pra quê" virou hit radiofônico. Residente na cidade, o pianista José Drezza, além de elogiar as qualidades artísticas da cantora, ressalta a importância da canção: "Temos por aqui muitas pessoas cegas que se locomovem pelas ruas da cidade, sem antes terem tido qualquer orientação em função do total desconhecimento da população que nunca ouvira falar disso. Agora todos estão aceitando bem principalmente porque não estão apenas ouvindo falar, mas sim ouvindo cantar"

Atual diretora de cultura da Urece, Sara confessa-se surpresa com o alcance que "Pra Quê" atingiu. "Eu realmente não imaginei que a música chegaria a tantas pessoas e nem que geraria o retorno que recebi. Foi indescritível a sensação que tive ao saber que, em tão pouco tempo, a mensagem da música atingia, ajudava e orientava um grande número de pessoas Brasil a fora". A compositora explica que o objetivo da letra vai muito além do caráter pedagógico: "eu quis reunir dicas simples de como abordar ou lidar com uma pessoa cega ou com baixa visão, mas, mais do que isso, a idéia da letra é propor uma reflexão. Acredito também no poder da música em seu sentido mais amplo; a música enquanto melodia, harmonia, arranjo, interpretação, instrumentos e voz carrega um poder de sensibilização de extremo alcance. Então, espero que a mensagem da letra, carregada pela melodia, faça as pessoas pararem para pensar e se sentirem melhor informadas."

Ouça neste site a música "Pra Quê", de Sara Bentes

Por Marcos Lima, (Vice-presidente da Urece)

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